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  [Artigos]  Dicas para o desenvolvimento de um software – Parte 4
Publicado por rboaro : Terça, Dezembro 25, 2012 - 11:24 GMT-3 (630 leituras)
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André Celestino O quarto artigo sobre dicas para desenvolver um software funcional abrange alguns conceitos ligeiramente mais avançados. Após as doze dicas abordadas nos três primeiros artigos, este envolve aspectos relacionados ao aperfeiçoamento das funcionalidades de um sistema. Agradeço novamente a todos os leitores que estão acompanhando os artigos, e espero que de alguma forma essas dicas tenham agregado um pouco mais de conhecimento.

Normalização de dados
Na maioria dos cursos relacionados a desenvolvimento de sistemas, é comum encontrar uma disciplina que mencione a Normalização de Dados, fundamental para a formação de analistas e programadores. Este assunto sugere uma série de procedimentos aplicados à modelagem de dados para garantir a boa estruturação de um banco de dados. Essa modelagem é responsável pela integridade, confiabilidade e desempenho das operações realizadas nas tabelas. Alguns dos pontos mais importantes abordados pela normalização de dados envolve a utilização imprescindível de chaves primárias, chaves estrangeiras, criação de tabelas intermediárias para relacionamentos muitos-para-muitos (N:N) e criação de tabelas para campos multivalorados, como e-mails e telefones. Além de ser uma prática essencial para o projeto de um sistema, a normalização de dados também garante a organização dos relacionamentos entre as tabelas e facilita futuras manutenções na estrutura.
A modelagem do banco de dados de um sistema devem passar basicamente por algumas formas normais da normalização de dados, que consistem em eliminar campos repetitivos entre tabelas, impedir valores redundantes e relacionar as tabelas por meio de chaves estrangeiras. É muito importante estudar a aplicar este conceito dentro do desenvolvimento de um sistema!



Consultas compostas
Boa parte dos sistemas atuais possuem uma padronização de consultas de dados, normalmente pelos campos mais comuns da tabela. Por exemplo, em um cadastro de clientes, a consulta pode ser realizada por nome, cidade ou CPF. No entanto, há situações onde pode ser necessário uma consulta de clientes por endereço, telefone, estado, profissão ou estado civil. Ok, basta então adicionar estes campos às opções de consulta, correto? Bem, é uma alternativa, mas imagine que o usuário também queira pesquisar os clientes que moram no estado de São Paulo, são do sexo masculino e também trabalhem como motorista. Neste caso, a solução é criar uma consulta composta, que consiste em uma busca por vários campos ao mesmo tempo. Uma ideia para implementar essa funcionalidade seria utilizar os mesmos campos de cadastro para a consulta de dados. Dessa forma, o usuário pode preencher quaisquer campos por quais deseja consultar, e ao clicar no botão de pesquisa, o sistema verifica os campos preenchidos e concatena uma SQL internamente para enviar ao banco de dados. É uma funcionalidade bem interessante, mas caso for utilizá-la, atente-se às cláusulas where e and, e confira se a busca realmente corresponde ao que foi digitado pelo usuário.

Exemplo de SQL Composta

Integração com serviços web
Com o crescimento da internet e de recursos online, tornou-se comum a integração de sistemas desktop com serviços web para facilitar ou agilizar operações rotineiras. Um exemplo bem prático é o envio de arquivos de Nota Fiscal Eletrônica. Nos primórdios da sua utilização, os usuários geravam um arquivo XML pelo sistema, acessavam outro aplicativo para envio do arquivo, validavam o XML e por fim imprimiam a DANFE. Todo este processo se tornava trabalhoso, criando uma resistência por parte dos usuários. Felizmente, a integração dos sistemas desktop com os chamados WebServices possibilitou que este procedimento fosse realizado diretamente pela aplicação principal, sem a intervenção do usuário para manipular os arquivos XML. Além deste exemplo, outros serviços web também podem ser agregados à aplicação, como consulta de endereços por CEP, mapas de localização (Google Maps), feed de notícias e outros tipos de informações online. Os desenvolvedores podem ainda disponibilizar um módulo do sistema na web interligado com o sistema desktop, permitindo, por exemplo, que um usuário tenha acesso aos dados do sistema pela internet, sem necessariamente usar o sistema desktop. A imagem abaixo ilustra o funcionamento do WebService da Serasa para consulta de CPF:


Exemplo de integração com WebService (Clique para ampliar)
Fonte: http://www.consultacpf.com/integracao.aspx

uidado com o que o seu cliente pede
Há muito que ser abordado neste último item, por tratar-se de uma questão mais voltada para análise do que desenvolvimento. Normalmente, os usuários que operam o sistema no dia-a-dia sentem a falta de campos nas telas, botões para novas funcionalidades ou atalhos para agilizar as operações. É muito comum ouvirmos frases como:
“Há possibilidade de colocar um ‘botãozinho’ aqui?”
“Eu precisava de um campo aqui para digitar tal informação…”
“Preciso de uma tela nesse menu pra ficar mais fácil…”
É claro, bons analistas e desenvolvedores devem prestar o máximo de suporte, visando suprir qualquer necessidade do cliente. Mas há casos onde é preciso rejeitar a sugestão do cliente para garantir a integridade e funcionalidade do software. Quando o cliente pede um novo campo na tela, deve-se fazer um estudo da real utilidade de sua inclusão, e se este também será útil para outros clientes que operam o mesmo sistema. Sem contar que há situações onde o campo já existe, mas não é de conhecimento do usuário. Neste ponto vale ressaltar a importância dos treinamentos do sistema, além da capacitação da equipe de suporte para identificar esse tipo de situação. Uma simples orientação fornecida ao cliente pode evitar que a equipe de desenvolvimento adicione uma nova funcionalidade sem objetivo. Além disso, adicionar um novo campo, botão ou funcionalidade no sistema pode comprometer o visual, trazer inconsistências no cadastro ou causar redundância de informações. Analisar detalhadamente as sugestões de clientes sempre será uma prática essencial para o desenvolvimento de um sistema.

Obrigado novamente pela atenção, leitores!

Link Original do Artigo:
http://www.subrotina.com.br/dicas-para-o-desenvolvimento-de-um-software-com-qualidade-parte-iv/


Comentários Comentários
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por: Registams (regisort@terra.com.br) : Dez 28, 2012 - 11:13
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Caro André Celestino. Eu trabalho com Informática a mais de 30 anos e gostei muito das tuas dicas, você colocou de uma maneira bem sucinta, mas resumiu bem. Agradeceria se você colocasse mais alguma dicas. Um abraço e feliz 2013.
Regis Ortiz Tams
Analista de Sistemas.


por: GustavoAlmeidaFerreira (paraogustavoler@gmail.com) : Jan 06, 2013 - 03:56
(Informações sobre o membro | Enviar uma mensagem) http://
Nota 10, muito bom mesmo.
Parabéns pelas dicas e a forma que foram colocadas.
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