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  [Artigos]  Certificação Digital para NF-e : Abordagem prática CertiSign
Publicado por ActiveDelphi : Quarta, Março 12, 2008 - 11:19 GMT-3 (4858 leituras)
Comentários 7 Comentários   Enviar esta notícia a um amigo Enviar para um amigo   Versão para Impressão Versão para impressão
Victory Fernandes Atualmente tenho sido cobrado por todos os lados a respeito de soluções para Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). Os clientes precisam adequar seus sistemas, a empresa precisa fornecer solução imediata, os leitores querem saber mais sobre o tema.

A NF-e é um documento emitido e armazenado eletronicamente, com validade jurídica garantida por processo de assinatura digital. O principal objetivo da implantação desta nova modalidade é o acompanhamento em tempo real das operações comercias pelo Fisco e a substituição do modelo atual de emissão de documentos fiscais em papel, de forma a simplificar uma série de obrigações do contribuinte. Maiores informações podem ser obtidas através do portal nacional em www.nfe.fazenda.gov.br
Nesta série de artigos abordaremos os inúmeros conceitos envolvidos no desenvolvimento e implantação de soluções para NF-e. Neste artigo, no entanto, daremos foco ao processo de assinatura digital de NF-e emitidas, utilizando certificados emitidos pela empresa certificadora CertSign ( www.certisign.com.br ) .
 

Descrição Simplificada do Processo
De maneira simplificada o modelo operacional da NF-e pode ser assim descrito:
1. A empresa emissora da NF-e gera um arquivo eletrônico contendo as informações fiscais da operação comercial em questão.
    a. O arquivo eletrônico tem extensão .XML (Extensible Markup Language) e deve ser gerado conforme padrão pré-estabelecido vigente.
    b. Este documento eletrônico contém informações equivalentes às informações contidas no modelo atual de notas fiscais em papel.


2. O documento da NF-e emitido deve ser assinado digitalmente, de maneira a garantir a integridade dos dados, a autoria do emissor e a validade jurídica do documento.
    a. O processo de assinatura digital deve ser feito utilizando-se certificado digital tipo A1 ou A3 emitido por autoridade certificadora credenciada pela Infra-estrutura de Chaves Públicas     Brasileira – ICP-Brasil ( www.icpbrasil.gov.br ).
    b. Neste artigo foram utilizados certificados emitidos pela empresa CertSign ( www.certisign.com.br ), devidamente credenciada no ICP-Brasil.
    c. A escolha do fornecedor do certificado abordado neste artigo se deu primeiramente pela CertSign ser devidamente certificada no ICP-Brasil e também pelo fato de ser uma das empresas líderes deste mercado e dispor de Autoridade de Registro (AR) sediada em nossa cidade, Salvador – Ba. No entanto sinta-se o leitor livre para escolher entre qualquer uma das empresas disponíveis no mercado, todas elas dispõem de processos semelhantes aos apresentados e toda a teoria mostrada no que tange a NF-e continua sendo válida.


3. O arquivo deve então ser transmitido, via Internet, para a Secretaria da Fazenda do Estado (SEFAZ) onde reside o contribuinte emissor.


4. Após receber o arquivo, a SEFAZ realiza um processo de pré-validação e devolve uma Autorização de Uso, permitindo com isso o trânsito da mercadoria e a continuação da transação comercial.


5. Para acompanhar o trânsito da mercadoria o sistema deve imprimir, em papel comum, geralmente em única via, uma representação gráfica simplificada da NF-e, chamada de DANFE (Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica)
    a. O DANFE deve conter impressa uma chave de acesso que possibilita a consulta da NF-e na internet, de forma que qualquer pessoa possa confirmar as informações impressas com as informações contidas no site da SEFAZ.
    b. O DANFE não é uma nota fiscal, nem a substitui, servindo apenas como instrumento auxiliar para consulta da NF-e na internet.
 
Atualmente, conforme consta no FAQ disponível no portal da NF-e, o protocolo ICMS 30/07 alterou o Protocolo ICMS 10/07 e estabeleceu a obrigatoriedade de utilização NF-e a partir de 1º de abril de 2008, para os seguintes tipos de contribuintes que estejam localizados nos Estados signatários deste protocolo:
 
    · fabricantes e distribuidores de cigarros
    · distribuidores, produtores, formuladores e importadores de combustíveis líquidos, assim definidos e autorizados por órgão federal competente;
    · transportadores e revendedores retalhistas – TRR - assim definidos e autorizados por órgão federal competente.
 
Para os demais contribuintes, a estratégia de implantação nacional é que estes, voluntariamente e gradualmente, independente do porte, se interessem por emitir Nota Fiscal Eletrônica.


Certificados Digitais
Os certificados digitais são documentos eletrônicos que identificam pessoas físicas ou jurídicas e através do uso de criptografia asseguram a confiabilidade, privacidade, integridade, inviolabilidade e autenticidade de informações de transações realizadas via Internet.
O processo de assinatura digital utilizando certificados digitais nas operações via Internet tem validade jurídica para ser utilizado como assinatura de próprio punho, comprovando que seu proprietário concorda com o documento assinado.
Os tipos mais comuns de certificados digitais são:


    · Certificados tipo A3 oferecem maior segurança, já que seu certificado é gerado, armazenado e processado em cartão inteligente (SmartCard) ou token (espécie de hardlock para conexão na porta USB), que permanece assim inviolável e único. Apenas o detentor da senha de acesso, criada no momento da validação, pode utilizar a chave privada. O certificado digital tipo A3 possui validade de 3 anos.
    · Certificados tipo A1 são gerados e armazenados no computador pessoal do usuário, não sendo necessário o uso de cartões inteligentes ou tokens. Os dados podem ser protegidos por uma senha de acesso, criada pelo usuário. Somente com esta senha é possível acessar, mover e copiar sua chave privada. Por medida de segurança, recomenda-se que um único computador armazene o par de chaves tipo A1 e apenas uma cópia de segurança seja criada. A validade deste tipo de certificado é de 01(um) ano, contado a partir de sua data de emissão.


A escolha do tipo de certificado a ser utilizado no desenvolvimento da sua aplicação depende muito das suas necessidades e possibilidades financeiras.
Os certificados tipo A1 são mais baratos, no entanto são menos flexíveis, pois estão instalados em uma única máquina, têm prazo de validade reduzido e são considerados menos seguros.
Os certificados tipo A3 do tipo SmartCard têm um custo intermediário, mas num primeiro momento, dependem da aquisição de um leitor de cartão que deve estar instalado na máquina onde o cartão será utilizado. A vantagem, no entanto é que, após o prazo de 3 anos da compra do primeiro cartão, não será necessário adquirir novo leitor de cartão, o que torna o custo a longo prazo mais interessante.
Os certificados tipo A3 do tipo token USB têm maior flexibilidade quando comparados aos outros formatos pois depende apenas da disponibilidade de uma porta USB na máquina onde o mesmo será utilizado, facilitando e muito o processo de desenvolvimento. O custo, no entanto, é o mais elevado tendo em vista que o prazo de validade é o mesmo quando comparado ao modelo SmartCard.
Acessando o site da CertSign no link específico de certificados digitais para emissão de NF-e, temos acesso aos seguintes custos, por tipo de certificado, conforme mostrado na Figura 01.
 

Figura 01: Certificados para emissão de NF-e no site da CertSign


 
Para o desenvolvimento do projeto de NF-e, optei pelo certificado tipo A3, modelo token USB, devido à sua flexibilidade e praticidade, principalmente considerando o ambiente de desenvolvimento do projeto realizado vários desenvolvedores diferentes e o processo de atendimento na sede do cliente quando utilizamos notebooks.
O processo de aquisição foi feito através do site da CertSign com pagamento em 2 vezes via cartão de crédito. Para a geração da chave, a certificadora exige documentação da empresa e de um dos sócios e a entrega da mesma foi realizada somente com a presença física do mesmo na sede da representante, aqui em nossa cidade (Salvador - Bahia), a Autoridade de Registro (AR) de nome Dossier Digital ( www.dossierdigital.com.br ).
Todo o processo de pagamento, entrega de documentação e aquisição da chave foi realizado em 2 dias úteis. A Figura 02 apresenta o material recebido da certificadora.
 

Figura 02: Certificado digital tipo A3 modelo token USB adquirido na CertSign  


Uma vez com o certificado em mãos, é possível realizar a instalação do CD que acompanha o mesmo, através de wizard de instalação, conforme apresentado na Figura 03.

Figura 03: Wizard de instalação do certificado digital CertSign


 
Concluída a instalação, reinicia-se o computador, e sempre, ao conectar o token na porta USB, é apresentada a mensagem conforme mostrado na Figura 04, indicando a correta detecção do dispositivo por parte do sistema operacional.
 

Figura 04: Mensagem apresentada sempre após a conexão do token.
 


O processo de instalação cria duas pastas no menu Iniciar do Windows que dão acesso principalmente à documentação de ajuda e ao aplicativo eToken Properties, mostrado na Figura 05.
 

    

Figura 05: Programa eToken Properties


 
O aplicativo eToken Properties permite a visualização das informações armazenadas no token, bem como diversas características do mesmo.
Clicando no botão “etoken PRO” do lado esquerdo da tela e depois clicando no botão “Advanced”, é solicitada uma senha para acesso às configurações avançadas do token, conforme mostrado na Figura 06.
 

Figura 06: Login para acesso a configurações avançadas do token.


 
No momento da aquisição do token, uma senha de acesso ao mesmo deve ser fornecida, e é muito importante ressaltar que a certificadora informa que, caso a senha seja digitada incorretamente por 10 vezes consecutivas, todo o conteúdo do token é apagado e perdido, inutilizando o mesmo para qualquer tipo de aplicação e sendo necessária a aquisição de novo certificado frente à certificadora.
 
Então, muita atenção, não erre a senha por 10 vezes consecutivas!
 

   

Figura 07: Telas de configurações avançadas do token
 


Na paleta “Certificate & Keys” pode-se visualizar todos os certificados armazenados no token e que serão utilizados para assinar digitalmente os documentos de NF-e emitidos.
 
 

Gerando uma NF-e para testes de assinatura
Para testar a assinatura digital em uma NF-e de teste, utilizamos o aplicativo disponibilizado no site http://www.igara.com.br/produto.php?cod_produto=114 . O aplicativo mostrado da Figura 08 é um demo desenvolvido em Delphi, totalmente funcional que permite a geração de NF-e a partir de informações digitadas pelo usuário em campos de texto que seguem o layout específico vigente.
Após abrir o aplicativo, clicamos no botão “Nova NF-e” e depois no botão “Salvar NF-e”. Por fim selecionamos o diretório onde desejamos salvar o arquivo .xml gerado. O aplicativo sugere um nome para o arquivo gerado e este nome não deve ser alterado, pois segue padrão de nomenclatura específico exigido com base no conteúdo da NF-e em questão.
 

Figura 08: Aplicativo em Delphi para geração de NF-e


 
O arquivo gerado pode ser visualizado no Internet Explorer ou em qualquer outro browser de internet com suporte a XML, e o resultado é conforme mostrado na Figura 09.
Neste artigo não entraremos em detalhes sobre o processo de geração da NF-e, pois este será o tema de outros artigos que virão.
 

 

Figura 09: Arquivo .xml de NF-e visualizado no Internet Explorer


 
Até o momento, o arquivo gerado não tem valor jurídico, pois ainda não foi assinado de forma que o emissor possa certificar a validade das informações fornecidas, bem como não há nada que garanta que este documento não foi alterado por terceiros sem o conhecimento prévio do emitente. Para tanto é preciso assinar este documento e para isso vamos utilizar o aplicativo de assinatura de NF-e disponibilizado para download gratuito no portal oficial em www.nfe.fazenda.gov.br .
Após fazer o download e instalação do aplicativo siga os seguintes passos:
 

    · Menu> Tarefas> Configura Diretório de Entrada. Selecione esta opção para indicar o diretório onde estão localizadas as NF-e que você deseja assinar.
    · Menu> Tarefas> Configura Diretório de Saída. Selecione esta opção para indicar o diretório onde serão armazenadas as NF-e assinadas.
    · Menu> Tarefas> Configura Diretório de Schemas. Selecione esta opção para indicar o diretório onde se encontram armazenados os schemas que determinam o layout vigente da NF-e. O download do schema vigentes pode ser feito no portal e deve-se operar sempre com o layout mais novo.
 
Uma vez configurados os diretórios, antes de realizar o processo de assinatura, faz-se necessário selecionar qual certificado será usado no processo. Para isso acesse a opção Menu> Tarefas> Seleciona Certificado e selecione o certificado contido no token conforme mostrado na Figura 10.
 

Figura 10: Tela de seleção do certificado que será usado para a assinatura digital


 
Clicando no botão “Mostrar o Certificado” é possível visualizar informações detalhadas do mesmo através do visualizador de certificados padrão do Windows, mostrado na Figura 11 a seguir.
 

Figura 11: Visualizador de certificados padrão do Windows


 
Uma vez realizados corretamente todo o processos de configuração, estamos prontos para assinar nossa primeira NF-e. Conforme mostrado na Figura 12, visualizamos no grid do lado esquerdo todas as NF-e disponíveis a serem assinadas. Marcando o check-box das NF-e desejadas, basta então clicar na opção Menu> Tarefas> Efetuar Assinatura XML, para que todas as NF-e selecionadas sejam devidamente assinadas, utilizando o certificado selecionado.
A NF-e assinada será armazenada no diretório indicado anteriormente e é possível visualizá-la no grid do lado direito do aplicativo, conforme mostrado na Figura 12.
 

Figura 12: Aplicativo de assinatura de NF-e disponibilizado no portal oficial da NF-e
 


A diferença entre o arquivo não assinado e o arquivo assinado digitalmente estará no conteúdo das últimas chaves do arquivo XML em questão, que anteriormente estavam sem preenchimento, e após a assinatura terão um conteúdo conforme, mostrado na Figura 13.
 

Figura 13: Arquivo .xml de NF-e após o processo de assinatura


 
Após o processo de assinatura, os campos de DigestValue, SignatureValue e X509Certificate passaram a conter dados criptografados que identificam unicamente o arquivo .xml em questão e atestam que o mesmo foi assinado somente por pessoa detentora do token.
 
Neste momento fica claro que o token, por ter validade jurídica para assinatura de documentos, deve ser manipulado somente por pessoas devidamente autorizadas. Portanto, todo cuidado é pouco!
 
Uma vez assinada, podemos abrir e visualizar a NF-e, utilizando outro aplicativo oficial disponível para download no portal da NF-e em www.nfe.fazenda.gov.br , o aplicativo Visualizador de NF-e.
Após fazer o download e instalação do aplicativo basta clicar em Menu> Nota Fiscal> Abrir e selecionar o arquivo XML da NF-e assinada, e o resultado final será conforme mostrado na Figura 14.
 

 

Uma vez aberta a NF-e, podemos ainda verificar a assinatura digital da mesma clicando em Menu> Verificar> Assinatura Digital.
Um bom teste a ser feito pelo leitor é abrir a NF-e no NotePad ou qualquer outro editor de texto e alterar o conteúdo de qualquer nó do arquivo XML, mesmo que seja apenas uma letra. O que acontece se você pedir para verificar a Assinatura Digital novamente? O resultado do teste da assinatura digital será inválido!
É possível ainda verificar outras questões como Estrutura e Conteúdo do Arquivo e Situação do mesmo frente à SEFAZ.
 
Pronto! O arquivo da NF-e está pronto para ser enviado! Mas, por enquanto, é só, pois o processo de envio da NF-e será tema de outros artigos que virão. Continue acompanhando a coluna que em breve teremos mais artigos sobre o tema.
 

Conclusão
Com este artigo abordamos conceitos gerais de certificação digital e assinatura digital no que tange a nota fiscal eletrônica e vimos como é fácil emitir e assinar tais documentos. A NF-e já é uma realidade, e muito em breve todos serão obrigados a adotar este novo formato, e mesmo as empresas não obrigadas, estão interessadas em ter seus sistema atualizados para trabalhar nesta nova modalidade de emissão de documentos fiscais.
Mostramos como fazer a assinatura usando como exemplo o certificado digital emitido pela empresa CertSign. No entanto, apesar das informações apresentadas envolverem dados específicos do fabricante, os conceitos abordados são semelhantes independente da certificadora escolhida. Sendo assim o conhecimento adquirido pode ser de grande utilidade na implementação da comunicação com outras marcas e modelos.
 
Victory Fernandes é Professor do Departamento de Engenharia da UNIFACS, Engenheiro Mestrando em Redes de Computadores, e desenvolvedor sócio da TKS Software - Soluções de Automação e Softwares Dedicados. Pode ser contatado em victory@igara.com.br , ou através dos sites www.igara.com.br  – www.igara.com.br/victory



Comentários Comentários
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por: thaty (thaty_ms@bol.com.br) : Mar 14, 2008 - 01:10
(Informações sobre o membro | Enviar uma mensagem)
Boa iniciativa, estou aguardando as proximas mateirias.


por: Professor (trolrp@bol.com.br) : Mai 08, 2009 - 06:06
(Informações sobre o membro | Enviar uma mensagem) http://http://
Caro Victory, muito bom seus artigos, mas uma duvida :
Sou um autonomo, trabalho com desenvolvimento em minha casa e algumas das empresas que tenho sistemas rodando querem atualiza-lo para NF-E. Pelo que entendi no artigo, vou ter que adquirir a certificacao digital e isso vai ter um custo, essa aquisicao é feita por empresa, no meu caso como proceder. No meu caso tenho varios clientes como procedo para adquirir a certificacao é uma para cada cliente ou nao ?
grato
Rene Lopes
  Edição 112

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